Financeiro
Receita × Despesa operacional — previsto ?
Lucro operacional e margem ?
Mês fechado vs mês anterior vs mesmo mês de 2025 ?
Saldo total no fim de cada mês ?
Fixas × Variáveis ?
Top 5 despesas do ano ?
Categorias no mês ?
Distribuição de lucros e CDB ?
Quanto a operação gerou × quanto foi distribuído ?
MRR — evolução no ano ?
Ticket médio ?
Realizado × Projetado ?
Quanto cada cliente pagou no mês ?
Lucro por cliente ?
Detalhe: receita, custo e margem ?
Previsto e ainda não recebido ?
Saques mensais por sócio — de janeiro ao próximo mês ?
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—
Todos os meses lançados na planilha ?
A empresa está saudável e lucrativa, mas concentrada e com churn alto. Margem operacional entre 60% e 70%, caixa de — (≈4 meses de operação sem nenhuma receita) e MRR que mais que dobrou no ano. O que impede nota maior: dependência de um único cliente grande, 8 cancelamentos no semestre e contratos pequenos que hoje dão prejuízo.
Receita mensal — 2025 × 2026 ?
⚠️ 3 principais riscos
- Concentração: Andrea Vermont é — do MRR (R$ 15.997/mês). Se sair, a receita anual perde ~R$ 192 mil e a margem despenca.
- Churn alto: 8 contratos encerraram no 1º semestre (Arlene, César, Dra. Investidora, Rafaela, Kelem, Acelera, Francês Ativo, Lucas Arrial). O crescimento hoje depende de vender mais rápido do que perde.
- Contratos deficitários: em junho, Dra. Gessica deu prejuízo (−38%) e Arlene ficou no vermelho; Bruno operou com margem de só 14%. Contratos de ~R$ 3.000 não pagam o custo de servir.
🚀 3 principais oportunidades
- Reprecificar o piso: subir o ticket mínimo para ~R$ 4.500–5.000 (novos contratos) e renegociar/encerrar os deficitários. Só isso recupera 5–8 p.p. de margem.
- Escalar sobre custo fixo: a estrutura atual (equipe + ferramentas ≈ R$ 11 mil fixos/mês) atende mais clientes sem crescer na mesma proporção — cada contrato novo entra com margem alta.
- Política de caixa formal: o CDB de R$ 50 mil foi um ótimo passo. Formalizar: reserva-alvo de 3× a despesa operacional (~R$ 70 mil) antes de aumentar retiradas.
📈 Tendência: melhorando ou piorando?
Melhorando em receita e caixa, piorando em eficiência. Receita operacional saiu de R$ 50,6 mil (jan) para R$ 67–69 mil (mai–jun): +34%. O caixa quase quadruplicou no ano (R$ 23 mil → R$ 92 mil). O MRR saiu de R$ 25 mil para R$ 54 mil (+114%). Porém a despesa operacional subiu mais rápido que a receita (R$ 15 mil → R$ 27 mil, +73%), e a margem caiu de ~70% para ~61%. Comparado a 2025 (R$ 47 mil de receita no semestre inteiro), a empresa cresceu ~8× ano contra ano.
🎯 Recomendações para os próximos 90 dias (por prioridade)
- Resolver os contratos deficitários (agosto): renegociar Dra. Gessica e Arlene para ≥ R$ 4.500/mês ou reduzir o escopo. Meta: nenhum cliente com margem abaixo de 30%.
- Reduzir a concentração (até outubro): fechar 2–3 contratos novos no ticket cheio para levar a Andrea a menos de 20% do MRR. Meta de MRR: R$ 65–70 mil.
- Travar regra de retirada (agosto): distribuir no máximo 60–70% do lucro operacional do mês anterior. Em junho a distribuição (R$ 44,7 mil) passou do lucro do mês (R$ 41 mil) — não pode virar rotina.
- Cobrança ativa (contínuo): régua de cobrança automática no vencimento +1 dia.
- Fechar o custo por cliente todo mês (contínuo): a aba CUSTO X CLIENTE está sem o bloco de julho e com layout mudando a cada mês. Padronizar — é ela que mostra qual cliente dá lucro.
Todos os meses de 2026 ?
Quem entrou, quem saiu e o tamanho da carteira, mês a mês ?
🧮 Como esse % de churn é calculado
Quanto tempo o creator fica e quanto ele deixa ?
💭 Para pensar sobre o LTV dos creators
1. Um contrato novo não vale "R$ 48 mil/ano" — vale ~R$ 19 mil até provar o contrário. O creator recorrente que saiu ficou em média 4,6 meses e deixou R$ 18.864. É esse número que deve entrar na conta na hora de dar desconto, investir em captação ou aceitar cliente fora do perfil. Cada mês extra de permanência vale, no ticket médio atual, +R$ 5–6 mil de LTV por cliente.
2. O "vale da morte" é do 2º ao 5º mês. Dos encerrados, quase todos saíram com 5 meses ou menos. Quem passa do 6º mês tende a ficar muito: Bruno está há 17 meses (R$ 105 mil), Andrea há 11 (R$ 176 mil), Gessica há 14 (R$ 49 mil) — os três "veteranos" respondem por mais da metade de tudo que a empresa já faturou. Tradução prática: o LTV se decide nos primeiros 90 dias. É aí que o creator precisa VER resultado (relatório mensal de valor entregue, número de alunos recuperados, reembolso evitado) — não no 6º mês, quando a decisão de sair já foi tomada.
3. Ticket baixo não compra lealdade. Os contratos de ~R$ 3.000 (César, Dra. Investidora, Kenia, Arlene) saíram na mesma velocidade dos caros — e alguns davam prejuízo operacional. Já Rafaela e Lucas pagavam R$ 8–10 mil e também saíram rápido, mas deixaram R$ 38 mil e R$ 20 mil em poucos meses. Conclusão: preço menor não retém, só reduz o LTV. Reforça a tese do ticket mínimo de R$ 4.500–5.000.
4. Nem todo encerramento é churn. Kelem (contrato de 3 meses), Acelera e Ana Claudia (consultorias pontuais) terminaram no prazo combinado. Por isso o dash mostra dois números: o churn bruto (toda saída de recorrente) e o não planejado (só cancelamento de verdade).
Metodologia: meses = meses com pagamento recebido; total pago = soma de tudo que o cliente pagou desde o início (2025 + 2026, regime de caixa). Snapshot calculado em 26/07/2026 — peça atualização quando quiser recalcular.